sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Término oficial

Terminou meu intercâmbio, já faz tempo... ainda assim justifico minha redenção: parti do chile dia 06/12/2007, mas só cheguei a casa há meia hora.

Volto a escrever, a partir de amanhã (e com mais freqüência), no http://www.lemondedeloulou.blogspot.com

Aos que me acompanharam, muito obrigada.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

a,C. d.C - Antes do Chile, depois do Chile

Minha vida está dividida. Não sei bem como explicar, não é que eu me apaixonei pelo Chile, mas esta fase foi muitíssimo importante: fiz grandes amigos, descobri um esporte, defini minha área de interesse acadêmico. Genial! Mas sim, talvez justo por isso vou sentir tanta saudade.

Bom, o caso é que a Inês, uma das grandes amigas que fiz em Chile, foi ao norte na terça. Ou seja, não nos vamos ver tão cedo, não sei até quando. Nossa, dizer "tchau" depois de tanto tempo, foi demasiado difícil. É que além do tempo, a intensidade: fomos à neve, à montanha(s), tivemos aulas juntas, saímos de festa, tomamos chá da tarde, viajamos no feriado... e agora"? Bom, agora senti que uma primeira parte de mim, foi-se. Chorei na festa e de pensar, volto a querer chorar. Imagino que ela esteja se divertindo, venod lugares lindos, mas igual me sinto triste pela falta de perspectiva de que nos vejamos de novo.

Terça: amigos, poucos, em casa. Prova de montanhismo, durante o dia, caiu justo as coisas que eu nao prestei atenção enquanto lia o material d aulas teoricas. Fato é: não ou reprovar.

Hoje, a Lucy fez um jantar de sushi em sua casa. Muito bom, ela aprendeu a fazer sushi com as minhas companheiras de casa e se saiu super bem no que fez. Ela vai a Brasilia!! Tô muito felis com isso...


Bom fico por aqui....

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Pé Quebrado - mas nada é por acaso

Às vésperas das férias quebrei dois ossos.

Por algo isso aconteceu... por algo isso passou...

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Casa nova, último mês, mendoza e duas saídas mais de montanhhismo

Faz tanto tempo que não atualizo isso aqui que nem sei por onde começar... bom, os registros dizem que faz um mês: última atualização foi em 14 de outubro. Vou buscar minha agenda...

ANTES DE TUDO: Saudades da Camilla... hoje é aniversário dela. Miga, PARABÉNS! Muito feliz de haver estado no seu primeiro aniersário desde que vc chegou a Brasília, de termos descoberto juntas a maravilha que é o rownie com sorvete de flocos na Mormaii, por termos ido àquela festa nada a ver... Muito feliz de que quatro anos se passaram e que seguimos amigas, muito mais próximas que naquela época. Feliz por que tive o prazer de te conhecer, e de ter podido te conhecer cada vez mais a ponto de te ama tanto. Hoje, sem dúvida vc está na lista das top-top. Aproveite muitissimo o seu dia, ok?!

DEPOIS DO MOMENTO SAUDADES extremas...

1 - Visita dos pais

Meus pais vieram. Lindos! O Neno e a Nena... e eu! 5 dias em Santiago, depois mais 5 andando pelo Chile... Temuco, Talca, Pucón. Subi o vulcão Villarrica e sim, eu olhei o que tinha dentro da cratera. Bom, na verdade, por mais que eu quisesse, não dava pra investigar exatamente como era a cratera por dentro, mas eu olhei... não deu pra ver lava no dia que eu fui, só uma fumacinha que cheirava mal pra caramba. Além disso fui muito mimada pelos meus pais, eles são lindos!

2- Saída de neve - Montañismo

Eu me sinto estranha falando sobre essas coisas, mas enfim. Eu tive uma saída de neve de montanhismo. Incrível, com direito a acampar na neve, a ver as coisas lá do alto, a aproveitar a paisagem. Lindo lindo lindo! Acampei num grupo de puras chilenas, uns amores as meninas. E uma vez mais cheguei ao topo!! yey!!

3 - Crise doméstica

Fazia um tempinho que vinha tendo problemas na minha antiga casa... e me mudei. Agora vivo com duas chilenas e uma gata: a Antonia, por sinal sábado foi aniversário dela, com direito a festa e tudo.

4- Falta de inspiração...

Além disso fui a Mendoza, me apaixonei pelo lugar, muito esporte de aventura: trekking, canopy e rafting.

5 - de volta a vida real... real demais até.

Fiquei sabendo que houve um terremoto aqui no Chile... notícias vindas do Brasil, Santiago não foi afetada.

domingo, 14 de outubro de 2007

Festa por acaso

Era uma vez uma festa... Uma das famosas festas promovidas pelos roomates de Miren. Havia uma turma que ia a festa, e se reuniu a tomar algo antes...

Amigos dos amigos chegaram... e dos conhecidos também...

... E ninguém foi a festa.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Saída de montanhismo e a pergunta do dia... E quem é você?

A pergunta do título é simples, objetiva, direta e faz todo o sentido.

Muita gente traça concepções de si mesmo, reconhece-se em determinados parâmetros de existência e passa a observá-los como imutáveis, apegando-se a eles de tal forma que jamais se permite algo novo. Muita gente o faz... eu, inclusive. A questão da idetidade é sim importante, mas somos seres humanos e não podemos assumir parâmetros tão estáticos para nossas vidas - intrinsecamente dinâmicas.

Esta inquietação, é claro, não afeta a todos, não é um problema social e tampouco de saúde pública. Entretanto, há muitos casos de propagação, e eu sou um deles. A opção pelo montanhismo foi fruto disso, a tentativa de superação também.

Domingo regressei de uma saída de campo.

Deixamos a Universidade, em Santiago, sexta-feira às 19h30 mais ou menos, direção: Vallecito, caminho a Ferellones. Chegamos a "entrada" da montanha perto das 21h30: subimos ao lugar onde acamparíamos. Incrivelmente, embora fosse noite, estivesse tudo escuro e estívessemos prestes a dormir em uma barraca no meio da montanha , eu achei tudo muito bacana. Exceto pela mochila, emprestada, não era exatamente o meu tamanho, o fecho se rompeu - no comecinho da jornada: nesse momento a tentação de pensar "já começou mal..." foi grande, mas nada que uma visão mias ou menos positiva não ajudasse "bom, é só um fecho, dá pra fazer um nó e a mochila fica presa ao corpo...". Caminhamos, por volta de 1h30 da manhã tínhamos tudo pronto, barracas montadas, janta, e cama.

6h da manhã de sábado, a "suave e delicada" voz do professor berrando pelo acampamento: "¡Buenos dias! ¡Hora de despertar! Ustedes tienen una hora para estaren listos y caminando", as pessoas da minha equipe eram bastante lentinhas, devo dizer, e enquanto eu os apressava para poder seguir as novas ordens "Las cordatas qeu estén listas deben empiezar a caminar" o professor passa pela nossa barraca, me vê e diz: "¡Luiza! ¿Qué haces todavía aqui? Tu ers más lentita, tienes que comenzar pronto", assustada: "Pero porfe, la cordata..." cortada em minha frase "No importa, si estás lista, vaya con los que se van ahora", Ok... Caminhamos muitíssimo, faltou ar, chegamos a primeira parada oficial: o Alto Naranjo.

Naranjo, em espanhol, significa laranjeira. A parada ficava num lugar onde tinha uma árvora, que não tem nada a ver com um laranjeiro, mas que - aparentemente- é uma parada tradicional dos que vão ao cume do Cerro Província, e nessas paradas as pessoas comem, neste caso, os restos de laranja deram o nome ao falso laranjeiro. Real ou não, a hitória é legal, o professor que contoue eu só estou passando pra frente.

Seguimos, duas paradas mais. Em uma delas, o professor me parabenizou. Por haver conseguido superar a primeira parada. Disse que estava contente pois temia que dadas as minhas dificuldades, patentes nas duas saídas anteriores, eu teria sérios problemas em seguir até o fim desta saída. E, de fato, eu também tinha medo. Fui uma surpresa boa, para o professor e, também, para mim. Inclusive por que desta vez fui capaz de aproveitar cada instante do caminho, olhar a paisagen, ver flores roxas e brancas de 2 milímetros de diâmetro, que gostaria de ter fotografado, mas tinha que seguir caminhando.

Chegamos mais ou menos as 12h30. Sim, meu primeiro cume em montanhismo. A sensação de chegar é louca, incrível, uma satisfação que ainda que eu quisesse, jamais seria capaz de expressar bem aqui. Ainda mais no meu caso: não dessa vez não fui a última a chegar, não dessa vez não morri de medo e pensei "puta que o pariu! Onde eu estava co a cabeça quando resolvi fazer isso?", desta vez, pela primeira vez não tive nenhum desses pensamentos. Incrível, fascinante, além dos aspectos subjetivos, o mais objetivo de todos: a vista. A visão do alto... a paisagem seca, muito seca, e no alto, onde estávamos, neve. Ficamos por aí um tempo, curtindo o feito, aproveitando a vista, descansando para a descida.

Começamos a descer por volta das 2h da tarde começamos a descer. Alto Naranjo e acampamento. Fizeram um luau, uma fogueira, mas se demorou tanto para fazê-lo que eu resolvi deitar por uns instantes: "só até eu escutar o barulho das pessoas cantando". Não funcionou. Ainda que a fogueira estivesse justo em frente a minha barraca e que as condições para dormir não fossem as mais perfeitas, eu não podia levantar. No outro dia, de novo a voz, desarmar acampamento, descer. Duas horas e mais um pouco de caminhada, chegamos à base da montanha, ao estacionamento dos ônibus. No caminho muita gente me perguntando por que eu não fui a fogueira ontem, se eu consegui dormir bem, como eu me sentia. A verdade é que me sentia intrigada. A esta altura eu já havia me convertido em quase uma mascote do grupo: para subir todos me davam ânimo, se preocupavam comigo, em saber se eu estava bem. O mesmo se repetiu na baixada do cume. Mas agora algo estava meio estranho. Resolvi perguntar: "Por quê?"...

No dia anterior, na fogueira, entre canções e felicitações, o professor me mencionou. Disse a todos o que havia dito a mim antes: que imaginou que este seria um fim de semana longo, que eu teria problemas sérios para chegar ao cume e que, ao contrário do previsto, eu o supreendi positivamente. Disse que eu era um exemplo de perseverança e pediu à gente um aplauso para o fato de haver, no grupo, alguém que se superou significativamente... chamou pelo meu nome... e pasmém! Eu estava dormindo.

Cheguei a Santiago, contente e cansada. Mas empolgada, esperando pela próxima, fazendo planos para continuar quando voltar pro Brasil. Tão urbana, tão alheia a esportes de força, tão fresca e com mania de limpeza... voltei da montanha, de um acampamento, de dias de moleque, querendo mais...

Fotos em: http://www.facebook.com/album.php?aid=17033&l=6c4ab&id=661682027
Mais fotos (de um colega de curso): http://picasaweb.google.com/stefan.fotos.01/

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

13 dias depois...

... nada mudou!

Aliás, a qualidade do meu portugues aqui, vai ser terrível, estou na univesidade, e (óbvio?) que o teclado aqui ñ tem configuracao universal. Perdoem, por favor, meus erros de digitacao.

A verdade é que planejava um novo rumo ao blog: sobre percepcoes, mais que sobre fatos. Claro, que estas derivam daqueles, mas o elemento subjetivo poderia estar mais presente, penso eu. E voce, aí do outro lado, o que opina?

A falta de novidades nao significa que a minha vida aqui estejas chata. Muito pelo contrário, passo por um momento crucial de minha missao aqui: adaptar-me. Penso que isso seja o mais dificil de tudo. Tanto é assim que estou gorda. Todo mundo sabe que quando me custa a adaptar, eu engordo. Poderia dizer que a culpa é dos chocolates, que nao podem me ver passar por seu corredor no super-mercado, e começam a gritar:
_Cooooompre-me.
Mas nao cairei nessa tentaçao absurda de culpar a terceiros por minhas novas aquisiçoes Pirelli. Sim, sim, os pneus invadiram meu corpo. REsolvi entao fazer uma dieta. Nao, eu nao parei de comer, mas estou comendo menos e também menos besteiras... isso foi desde segunda. Tenho uma motivaçao a mais para faze-lo: sexta tenho uma saída de montanhismo. E o que isso tem a ver? Explico-me...

A questao é que todo mundo diz que as pessoas, quando vao em saídas de mais de um dia, voltam um pouco mais magras. Assim, é provável que minha próxima visita a balança seja mais agradável que a última. Afinal de contas, cada vez que eu subo em uma delas fico entre 100 e 200 pesos chilenos mais pobre (R$1,60 - 3,20) entao tenho que fazer valer a pena...

Agora tenho aula... assim que possível volto e escrevo mais ¨tonterias¨.

Té mais